Augusto Teixeira, diretor da Dinamus Eventos

Caro Gestor | 23/02/2012
Augusto Teixeira, diretor da Dinamus Eventos
Augusto Teixeira, diretor da Dinamus Eventos
Crédito: Leonardo Freire
O diretor da Dinamus Eventos Augusto Teixeira é especialista em produção de eventos públicos e fala sobre os cuidados necessários para o planejamento do entretenimento dentro do cenário municipal.

De que modo o projeto de evento pode atrair patrocinadores? Que tipo de abordagem deve ser feita?
O primeiro passo para a realização de um evento é a concepção de seu projeto, onde serão abordadas as características do evento, a apresentação, objetivos, público-alvo e etc. Hoje há uma valoração muito grande do aspecto cultural e da geração de emprego. As grandes empresas querem contribuir com o social e aliar suas marcas a projetos bem elaborados, e com alta aplicação social.    

Para se obter uma perspectiva coerente de gastos com a festa, que itens devem ser levados em conta e em que ordem de prioridade?
É necessário um planejamento financeiro eficiente, aliando bons fornecedores e contratações acessíveis à realização do evento. Tudo depende da dimensão do evento. Existem hoje eventos com recursos de R$ 50 mil e eventos com recursos de R$ 500 mil. Os maiores custos estão na contratação de artistas, estrutura e mídia.

É necessário que as peças de comunicação que estão sendo idealizadas para o evento já estejam executadas neste projeto inicial?
É muito importante estar não só prevista, mas também diagramada no projeto, a merchan que se fará do evento, onde serão aplicadas as marcas dos patrocinadores, pois os grandes patrocinadores necessitam ver a aplicação de suas marcas. Isso influencia na aprovação do projeto.

Quais os principais desafios para quem está começando a produzir eventos?
O maior desafio é o risco do próprio negócio. Hoje, a produção de um evento depende de uma série de fatores para que seu resultado seja positivo. Nos especializamos em eventos públicos, com prefeituras, com riscos menores ou grandes shows, que são de alto risco. O que considero importante é que, no início, conste no projeto, além de todas as informações inerentes ao evento, uma planilha de custos, que deve ser atualizada constantemente, para que se saiba exatamente qual o ponto de equilíbrio do negócio. Outro fator preponderante é a construção de parcerias. Hoje, existem muitas produtoras e empresários se munindo para a construção de capital para a realização de diversos eventos. 

Como lidar com os riscos dos contratos com as prefeituras?
Bancamos muitos eventos, sabemos das dificuldades dos prefeitos, que não conseguem captar patrocínios, e oferecemos um serviço diferenciado, desde a criação do projeto, até a captação de recursos. Fechamos grandes parcerias e chegamos a parcelar eventos em até seis vezes. Os riscos são mínimos.
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Autor(a): Mariana Miranda

Graduada em Publicidade e Propaganda pela UCSal e em Jornalismo pela F2J, possui mestrado em Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Tem experiência em gestão de conteúdo e fotografia. Hoje, colabora como redatora na Revista Caro Gestor e na Agência Fácil. Mais Informações em www.marianamiranda.com.

E-mail: mariana@carogestor.com.br
Twitter: @falamarimiranda

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