Bolsonaro diz ter confiança de Previdência ser aprovada antes de recesso

Terça-feira, 9 de Julho de 2019
Fonte: Folhapress
Crédito da Foto: José Cruz

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (9) estar confiante de que a reforma da Previdência será aprovada na Câmara dos Deputados, em dois turnos, antes do recesso parlamentar. A expectativa do governo é de que a votação tenha início nesta terça-feira (9) e se estenda até o sábado (13). O recesso parlamentar está programado para a partir de 18 de julho.


Em visita ao Ministério do Meio Ambiente, o presidente fez ainda um elogio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é responsável por pautar a proposta em plenário. "Aprova [nesta semana], segundo informações de vocês mesmos. Rodrigo Maia é o nosso general dentro da Câmara dos Deputados para aprovar, com toda certeza, antes do recesso parlamentar, nos dois turnos", disse.


Para esta semana decisiva, Bolsonaro receberá deputados indecisos no gabinete presidencial e começou a liberar emendas parlamentares.  Na segunda-feira (8), foram desembolsados R$ 920,3 milhões e a expectativa é de que mais R$ 500 milhões sejam liberados até o final da semana.


A estratégia, esboçada pela Casa Civil, é de priorizar os cerca de cem deputados federais que ainda não definiram posição ou que podem mudar o voto de última hora. Pela última contagem, hoje o governo conta com pelo menos 280 votos certos.


O Palácio do Planalto também tem buscado, para conversas reservadas com o presidente, aqueles que podem mudar de posição com a não inclusão de regras mais brandas de aposentadoria para policiais federais, o que inclui parlamentares do partido do presidente, o PSL.


"Como de costume, o presidente tem as portas abertas aos parlamentares, que legislam em nome da sociedade", disse o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. Segundo ele, apesar de Bolsonaro ser favorável a mudanças nas regras às forças policiais, o presidente não irá interferir na questão.


"O presidente entende que, neste momento, a proposta é de responsabilidade dos deputados federais de fazerem ou não mudanças. O importante é que tenhamos uma medida adequada aos anseios da sociedade", disse.


* Por Gustavo Uribe

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