Dois municípios baianos comemoram cinquentenário

 Nesta quinta-feira, dia 15 de março, dois municípios baianos comemoram suas emancipações políticas. São as cidades de Almadina e Quijingue que completam 50 anos de história. Almadina foi emancipada no auge da produção agrícola do cacau, sua história remonta à época do coronelismo, em busca da riqueza proporcionada pelo cacau. O nome é uma referência ao rio Almada, cuja nascente está localizada no município. Ainda no início do século 20, coronéis saíram da região de Mutuns, em Itabuna, para percorrer dezenas de quilômetros de mata fechada em busca de novas terras para agricultura. Quando chegaram ao local onde hoje está situada Almadina, dividiram a área em duas grandes partes e passaram a plantar as primeiras mudas de cacau e de cana-de-açúcar.

Também no mesmo dia o município de Quijingue festeja seus 50 anos de autonomia política. O nome do município é uma palavra indígena que significa mata fechada. Na Fazenda Onça anualmente era comemorado o dia de São João da Onça, e em razão do sucesso alcançado a festa passou a chamar-se de São João da Onça, sendo frequentada por todos os moradores das regiões vizinhas. Com o passar do tempo a festança fora transferida para a Fazenda Lagoa Grande, que a partir de então, passou a contar com um fluxo de pessoas cada vez maior. Acompanhado de vários seguidores, chegou ao arraial, por volta de 1893, Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, quando o nome da localidade, de Lagoa Grande mudou para o de Triunfo. Nesse período, o povoado fora visitado pelos revoltosos que inquietavam a população por onde passavam. Posteriormente contou com a presença do cangaceiro, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

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