Rui nega privatização da Embasa e critica investimentos da União para o saneamento: "não chega a 10%"

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2020
Fonte: BNews
Crédito da Foto: Reprodução

governador Rui Costa (PT) revelou, na manhã desta segunda-feira, (19), durante entrega de um sistema de abastecimento de água em Brotas, que estudos estão em curso pelo estado para decidir qual é a forma mais vantajosa de ampliar a participação da iniciativa privada na empresa pública de águas sem privatizá-la.

“Nós, como eu já disse mais de uma vez, não vamos privatizar Embasa. Essa não é a nossa decisão, não é a nossa política. A nossa política e a nossa decisão é de captar recursos privados para ampliar investimentos em água e esgoto. E nós achamos, temos convicção, de que podemos captar recursos privados sem vender o controle acionário da Embasa”, afirmou Costa ao ser questionado pelo BNews.


Abertura de capital

Rui informou que uma reunião foi realizada com o Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDS) na semana passada para tratar da captação de investimentos junto ao setor privado. O governador explicou que trabalham com três cenários possíveis.

No primeira hipótese, o estado atuaria para ampliar o número de Parcerias Público-Privadas: “Hoje nós temos uma PPP na Embasa, que é a do emissário submarino, então, nós estamos avaliando outra PP na região de Feira de Santana e de Salvador”.

A segunda alternativa seria realizar um processo de concessão parcial do serviço de água e esgoto em algumas cidades e região: “Ou seja, conceder uma região, como a região de Feira junto com Recôncavo, sem vender a Embasa nem perder o controle dos serviços, fazendo uma concessão parcial”.

A última hipótese é menos ousada, mas poderia fornecer bons dividendos ao estado. A inclusão de ações da Embasa na Bolsa de Valores, como já é uma realidade da Bahiagás.

“A venda parcial das ações da Embasa, para que é Embasa fique como é hoje a Petrobras, o Banco do Brasil ,que tem ações no mercado. Então, o Banco do Brasil, por exemplo, é controlado pelo governo federal, mas suas ações estão na bolsa de valores, estão no mercado,. Nós estamos avaliando isso, que daria a capacidade para Embasa aumentar e muito o investimento”, ressaltou o governador da Bahia.  


Privatização

O chefe do executivo da Bahia disse entender as críticas de sindicatos que tratam da iniciativa como um processo de privatização: “eu digo sempre e entendo a posição do sindicato, das pessoas, mas o poder público e a Embasa está para servir a população”. Costa ressaltou que “à população que precisa de água e de esgoto” não está disposta “a esperar 10, 20, 30, 50 anos para ter acesso a água e esgoto. O governador destacou que o Estado da Bahia “precisa e deve” encurtar o prazo para que “todas as pessoas tenham água e esgoto”, e que, para isso, vai precisar “ter captação de recursos”.

Rui Costa avalia que o cenário de seu governo é bem diferente dos seus antecessores e que hoje o investimento do Governo Federal na área “não chega a 10%”.

“Diferente do que foi na época de Lula (PT) e Dilma (PT), que tinham o PAC [Programa de Aceleração de Investimentos] para fazer um investimento forte da União em água e esgoto; eu citei aqui que na época de Wagner (PT), 70% dos recursos aplicados em investimento eram os recursos da União, do Governo Federal, e hoje não chega 10%. Então, o estado e a Embasa sozinhos não têm capacidade de acelerar os investimentos no ritmo que a população precisa”.

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