Quatro municípios baianos festejam seus 51 anos

 Os municípios de Antônio Gonçalves, Cândido Sales, Santa Cruz da Vitória e Souto Soares comemoram nesta sexta-feira, dia 05 de julho, suas emancipações políticas. A Oasis do sertão. É assim como o município de Antônio Gonçalves é conhecido, situado no nordeste do estado e tem cerca de 317 quilômetros quadrados de área. O início foi na fazenda Pau Ferro, formando mais tarde um povoado. Inaugurou-se em 1916 a estação ferroviária na propriedade denominada Frade, mudando o nome para Itinga (água branca). Em 1962 o nome da cidade e da estação foi alterado para Antônio Gonçalves, em homenagem ao profissional médico que militou muitos anos na região. O trem cargueiro ainda passa por ali, com o sentido de Campo Formoso. Quem visita Antônio Gonçalves vai descobrir a beleza que existe no interior da Bahia.

O nome Cândido Sales é uma homenagem a um antigo proprietário de terras da região onde se formou a localidade. O território de Cândido Sales que integrava o município de Vitória da Conquista, teve a sua origem na metade do século XIX, com o povoamento por fazendeiros que ali se estabeleceram, formando o povoado Porto de Santa Cruz. Em 1943, com a transferência da sede distrital para o povoado o nome foi alterado para Quaraçu e 1954 transferiu-se a sede do distrito para o povoado de Nova Conquista. No início do povoado, o local chamava-se Nova Conquista e teve o seu desenvolvimento acelerado com a construção da Rodovia Federal Rio-Bahia, sobretudo com a construção da ponte sobre o Rio Pardo, que margeia a cidade.

Santa Cruz da Vitória teve sua origem em uma aldeia de índios em meio a uma mata virgem. A povoação tem início em 1947 com o levantamento territorial em lotes de terras. Construíram uma capela, casas ao redor e pontos comerciais. O distrito foi criado em 1953, subordinado a Ibicaraí. Situada no sul tem como limites os municípios de Itaju do Colônia, Floresta Azul, Itapé, Firmino Alves e Ibicuí. Clima quente e úmido e sua bacia hidrográfica é integrada pelos rios Salgado, de Dentro, Canhoto e Água Vermelha. Seguem-se em importância os riachos Alecrim, Limoeiro, Volta Grande, Saudade e Boca Seca. Como acidentes geográficos destaque para as serras das Pedras, Combucos, Salgado, Barbados, do Giba e Canhoto. A agropecuária e a mineração são os alicerces econômicos do município. Na lavoura destaca-se a produção de cacau, cana de açúcar, café, milho e mandioca.

Souto Soares situa-se na região da Chapada Diamantina e faz limite com os municípios Seabra, Barro Alto, Mulungu do Morro, Barra do Mendes e Iraquara. Localiza-se a uma altitude de 831m, O município surgiu no início do Século XIX, com o crescimento da agricultura e pecuária. Começou com poucas casas transformado e, arraial que recebeu o nome de Ouricuri, planta abundante e nativa da localidade. Em 1938, inicia-se a construção da primeira igreja, escolhendo o profeta São João Batista para ser o padroeiro da cidade, época em que o principal meio de transporte usado era o animal (jegue, cavalo), e o carro de boi. Em 1953, através da Lei Estadual 628, passou a ser distrito recebendo o nome de Licuri, pertencente ao município de Seabra. Em 05 de Julho de 1962, conforme a Lei Estadual nº 1.700, foi Licuri emancipado recebendo o nome de Souto Soares em homenagem ao político militante e generoso médico da região.

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