Três cidades baianas estão em festa

 Neste domingo, dia 22 de dezembro três municípios baianos comemoram suas emancipações políticas. São as cidades de Jitaúna (51 anos), Milagres (52 anos) e Formosa do Rio Preto (52 anos). Jitaúna localiza-se a 280 quilômetros de Itabuna, fica entre as margens do Rio Preto e o Rio de Contas, e entre Ipiaú e Jequié. Sua primeira denominação foi Mija Gás, pois durante a caminhada dos viajantes e tropeiros em lombo de animais, buscando e levando mercadoria para cidade de Jequié, exalava-se um cheiro desagradável das latas de querosenes furadas. Com o aumento de passagens de pessoas, construções de casas, o nome foi modificado para Esplanada, e como já havia na Bahia essa mesma identificação, mudou-se para Itaúna. Jitaúna quer dizer: Onça Preta. Desde do inicio da década de 60, muitos lutavam em busca da emancipação política de Jitaúna. Distrito de Jequié, Jitaúna precisava tornar-se independente, então a busca pelo progresso e desenvolvimento envolveu toda uma população a um esperado plebiscito. Inicia-se aí uma grande jornada política entre os munícipes de Jitaúna. Em 1961 foi marcada a sua emancipação através da lei estadual nº 1588.

Outro aniversariante é Milagres que está localizado no Recôncavo baiano. Antiga aldeia dos índios Baetinga e Kariris, as terras do município de Amargosa começaram a ser povoadas graças ao seu solo fértil que atraiu os colonizadores vindos de Nazaré e Santo Antonio de Jesus, que se estabeleceram às margens do rio Ribeirão. Recebeu inicialmente o nome de arraial de Nossa Senhora do Bom Conselho de Amargosa e pertencia ao município de Tapera. Sendo então, Milagres e Tartaruga seus distritos. Sua origem deu-se com a aparição de uma jovem vestida de branco que se vislumbrava no Morro da Lapa. Na base deste morro vertia uma água que segundo historiadores curava as doenças dos que nela se banhavam e tinham fé, essa noticia foi se espalhando pelas regiões e atraindo muita gente em busca do milagre da cura, o que levou a pequena população a construir uma pequena casa de palha onde acontecia as primeiras concentrações de fé. Nesse lugar foi erguido um cruzeiro, daí iniciou as romarias que permanece até hoje.
 
Formosa do Rio Preto maior município em extensão territorial da Bahia. Seu povoamento iniciou-se na primeira metade do século XIX por aventureiros procedentes do Piauí, à procura de ouro e pedras preciosas numa região habitada pelos índios aimorés. Estabelecendo-se à margem esquerda do Rio Preto, dedicaram-se à criação de gado e à agricultura de subsistência, formando o povoado de Formosa, que se tornou ponto de pouso para tropeiros e viajantes em trânsito para o Piauí, norte de Goiás e sul do Maranhão. Em 1840, criou-se o distrito subordinado ao município de Santa Rita do Rio Preto. Em 1943, mudou-se o nome para Itajuí (que significa pedra bonita) e, em 1953, para Formosa do Rio Preto, em razão da sede municipal localizar-se à margem do Rio Preto, tendo o município se emancipado em 22 de dezembro de 1961. Na agricultura (soja, arroz, milho e feijão). Situado na região Oeste do Estado, a cidade tem como um de seus atrativos naturais e turísticos, o belo e caudaloso Rio Preto.
 

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