Projeto de Irecê ganha prêmio

O projeto “Cisternas nas Escolas: água de beber, água de comer e água de educar”, implementado pelo Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), em Irecê, região do semiárido baiano, recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais, na categoria Gestão de Recursos Hídricos. A premiação aconteceu na última terça-feira em Brasília – DF. A organização ganhou reconhecimento nacional no evento que contou com a participação de 27 finalistas.

A experiência do projeto Cisternas nas Escolas foi desenvolvida em 43 escolas da zona rural de 13 municípios baianos, que não possuíam acesso à água. A iniciativa incidiu na  construção de  cisternas de consumo e cisternas de produção de hortas em cada escola e mais 811 cisternas de consumo destinadas às famílias de baixa renda destas comunidades. 
 
Além disso, o projeto oferece capacitação e formação para professores, crianças e famílias para o convívio de forma sustentável com o semiárido. Mario Augusto, coordenador executivo do CAA, agradeceu a todos os parceiros do projeto, principalmente aos professores e alunos das escolas que participaram do Cisternas nas Escolas, contribuindo para o sucesso da experiência.
 
Na categoria da premiação que a instituição concorreu, também estavam outras duas experiências, Água Sustentável: Gestão Doméstica de Recursos Hídricos do Instituto de Permacultura de Brasília/DF e o Programa Sombra e Água Viva da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios de Alagoas.
 
Fundação B B de Tecnologias Sociais – O evento organizado pela Fundação BB acontece a cada dois anos em todo o país promovendo ações que valorizem a transformação social de comunidades brasileiras. Nesta edição foram 1116 inscrições, 264 tecnologias certificadas e 27 finalistas que receberam folders e um vídeo institucional para divulgar seus trabalhos. 
 
As categorias que concorreram ao prêmio este ano foram: Região Norte, Região Nordeste, Região Oeste, Região Sudeste, Região Sul, categoria Mulheres na Gestão de Tecnologia social, TS na Construção de  Políticas Públicas para a Erradicação da Pobreza, Direitos da Criança  e do Adolescente e categoria de Recursos Hídricos. A tecnologia vencedora de cada categoria recebeu o prêmio de R$ 80 mil para serem investidos na manutenção e ampliação dos trabalhos.
 
O ator Paulo Betti foi o mestre de cerimônia e compartilhou com os vencedores a emoção de terem seus trabalhos reconhecidos. O presidente da Fundação Jorge Streit, salientou a importância dos projetos para erradicação da pobreza estrema no país e também agradeceu a dedicação de funcionários e parceiros que contribuíram positivamente para que o Prêmio continue transformando a vida de comunidades em diferentes regiões do Brasil.
 
 “Manteremos o compromisso da instituição em promover desenvolvimento sustentável. Agradeço o Banco do Brasil por acreditar e investir em sua missão de transformação social”, destacou. 
 
A premiação contou com a participação de representantes da  Petrobras, Unesco, KPMG Auditores Independentes e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. 
 

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