17,8% estão desempregados na Região Metropolitana de Salvador

Em 12 meses a construção civil gerou 30 mil vagas

Em relação a julho de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,6% para os atuais 17,8% da População Economicamente Ativa. O aumento da taxa de desemprego total deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, que passou de 10,6% para 12,4%, e da taxa de desemprego oculto, que passou de 5% para 5,5%.

No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 72 mil pessoas, como resultado do crescimento do número de postos de trabalho (101 mil), inferior ao acréscimo da PEA (173 mil). A taxa de participação aumentou, ao passar de 56,3% para 59,9%.

Armando Castro, diretor de pesquisas da SEI, comenta o resultado: “A ocupação na Região Metropolitana de Salvador, nos últimos 12 meses, cresceu 6,4%, o que significa 101 mil pessoas encontrando trabalho entre julho de 2011 e julho deste ano. É um número bastante expressivo, que não seria possível sem as medidas de expansão de renda e consumo que se consolidaram no país nos anos recentes”.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 6,4%, passando de 1.574 mil pessoas para 1.675 mil. O nível ocupacional cresceu em todos os setores de atividade econômica analisados: nos serviços (47 mil ou 4,9%), na construção (30 mil ou 22,7%), no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (21 mil ou 7,0%) e na indústria de transformação (3 mil ou 2,1%).

Conforme a posição na ocupação, o emprego assalariado cresceu (61 mil ou 5,7%), devido ao aumento do contingente do setor privado (91 mil ou 10,4%), porque o trabalho assalariado no setor público diminuiu (29 mil ou 14,9%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (78 mil ou 10,4%) e entre os sem carteira assinada (13 mil ou 10,6%).

Houve elevação nos contingentes de autônomos (20 mil ou 6,2%), de domésticos (17 mil ou 13,4%) e do agregado ‘outras posições ocupacionais’, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (3 mil ou 5,2%).

Na comparação com junho de 2011, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (7,4%) e para os assalariados (8%). Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos diminuiu entre os ocupados (1,9%) e os assalariados (3,8%). Nos dois casos, por causa do decréscimo no rendimento médio real, já que o nível ocupacional aumentou. O percentual, registrado em julho deste ano, representa uma queda de 0,6% (0,1 ponto percentual) frente ao observado em junho do mesmo ano (17,9%).  Em julho, foram gerados 20 mil postos de trabalho, elevando o contingente de ocupados em 1.675 mil pessoas.

De acordo com os principais setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo no setor de serviços (17 mil ou 1,7%) e no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4 mil ou 1,3%). O setor de indústria de transformação apresentou redução de 2% (3 mil) do número de ocupados, enquanto a construção se manteve estável. No período, o contingente de desempregados foi estimado em 363 mil pessoas, 2 mil a mais que no mês nterior.

Esse resultado deve-se à geração de postos de trabalho (20 mil) em número semelhante ao de pessoas que passaram a fazer parte da PEA (22 mil). Luis Chateaubriand, analista técnico da SEI, avalia: “O crescimento da ocupação mantém a expectativa de melhoria no mercado de trabalho para o segundo semestre”.No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com dez anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 59,4% para 59,9%.

O resultado foi captado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.

Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados teve um acréscimo em relação ao mês anterior (7 mil ou 0,6%). Houve um aumento do contingente no setor público (9 mil ou 5,7%) e relativa estabilidade no setor privado (mais 1 mil pessoas ou 0,1%).

No setor privado, verificou-se uma pequena variação negativa no número de trabalhadores com carteira assinada (-3 mil ou -0,4%) e positiva no dos sem carteira assinada (4 mil ou 3,0%).

Registrou-se também um crescimento no número de trabalhadores autônomos (7 mil ou 2,1%), no de domésticos (3 mil ou 2,1%) e no agregado ‘outras posições ocupacionais’, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (3 mil ou 5,2%).

No mês de junho, o rendimento médio real elevou-se para os ocupados (1,1%) e ficou relativamente estável para os assalariados (-0,1%). Os valores dos rendimentos foram estimados em R$ 1.027 e R$ 1.122, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimentos reais aumentou para os ocupados (1,9%) e manteve-se relativamente estável para os assalariados (-0,4%).

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