Prêmio Jânio Lopo é concedido na Câmara

 O Plenário Cosme de Farias, na Câmara Municipal de Salvador, foi ocupado, ontem, com a entrega do Prêmio Jânio Lopo de Jornalismo, que chega a sua segunda edição. Os cinco profissionais que, segundo o voto dos 41 vereadores da Casa, desenvolveram as melhores coberturas sobre os trabalhos da Câmara no ano de 2011, além de receberem suas premiações, fizeram parte de uma homenagem ao jornalista Jânio Lopo, ex-editor de Política desta Tribuna, que faleceu em 5 de março de 2010. 

Os vencedores do prêmio foram: Emmerson José (TV Salvador), Rita Conrado (Jornal A Tarde), Tasso Franco (site Bahia Já), Romulo Faro (Site Bahia 247), que também é repórter de política deste jornal e Armando Mariani (Rádio Sociedade AM). 
 
Na abertura do evento, um vídeo com momentos da vida do colunista, deu o tom de saudade e respeito que influenciou as palavras de todos os que tiveram a oportunidade de falar ao microfone do plenário. 
 
O criador do prêmio, vereador Téo Senna, lembrou os trinta anos de sua trajetória jornalística, sendo vinte deles dedicada à política.
 
"Sem dúvida, um dos raros jornalistas investigativos da Bahia e os vencedores do prêmio que leva seu nome refletem o jornalismo praticado por ele”, disse. A data do falecimento do jornalista foi lembrada pelo presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI), diretor desta Tribuna e companheiro de trabalho de Lopo, por décadas, Walter Pinheiro. “São dois dias que me causam emoções, o 5 de março, pelo fato de haver perdido um companheiro de muito valor, e o dia de hoje, em que se entrega o Prêmio Jânio Lopo de Jornalismo”, disse. 
 
Para Walter Pinheiro, toda homenagem feita a Lopo é justa “por tudo que ele fez na terra”. Dirigindo-se aos vencedores, ele ressaltou que o prêmio é um reconhecimento importante, principalmente pelo nome que leva. 
 
“O nome Jânio nos remete a gênio. Há outros colunistas e jornalistas muito bons, mas Jânio é insubstituível, tanto pela sua capacidade profissional e rapidez de raciocínio, como pela intensidade com que viveu seus dias’, lembrou”. 
 
O jornalista Armando Mariani foi o primeiro a receber o prêmio e não poupou elogios a Janio Lopo. 
 
“Era fã, apesar de não ter trabalhado com ele. O que mais me impressionava era a sua capacidade de fazer críticas sem ferir ninguém”, disse. Para Emmerson José, Jânio não era um jornalista comum. “Ele era um artista”, destacou. 
 
Já Romulo Faro, que também integra a equipe da Tribuna, lembrou de Jânio como alguém que lhe ensinou muito. “Tive o prazer de trabalhar com ele e para mim Jânio foi um professor”, destacou.

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