Assentamentos da Bahia recebem investimentos em piscicultura

 Mais de três milhões de reais serão investidos no fomento à piscicultura em cinco assentamentos de reforma agrária nos territórios do Sertão do São Francisco, Itaparica e Piemonte do Paraguaçu, na Bahia. A iniciativa é fruto da celebração de um convênio que deverá ser assinado ainda neste mês de setembro, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, a Secretaria da Agricultura da Bahia e a Bahia Pesca, atendendo a uma demanda do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), beneficiando 120 famílias na região.

“Temos que aproveitar o potencial hídrico existente nos assentamentos de reforma agrária do Estado, e promover o desenvolvimento da piscicultura nos municípios envolvidos, com vistas a gerar ocupação, renda e alimento, através da construção de tanques escavados e implantação de tanques rede para produção de tilápia”, enfatiza o secretário da Agricultura, Eduardo Salles.
 
Conforme o Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Piscicultura Familiar em Assentamentos da Reforma Agrária do Estado da Bahia, discutido na última semana em Brasília, os recursos aportados permitirão a implantação de módulos de produção de pescado, aproveitando o potencial hídrico dos assentamentos nos municípios de Casa Nova, Remanso, Abaré, Sobradinho e Boa Vista do Tupim, pelo período de dois anos. Nestes locais a Bahia Pesca vai implantar três módulos de cultivo de peixes em viveiros escavados, reformar um módulo existente em um assentamento e implantar um módulo de produção de peixes em tanques rede.
 
O estímulo à produção também poderá garantir o fornecimento do peixe na alimentação escolar da região, conforme prevê o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “O fomento à atividade envolve muito mais do que apenas produzir, requer o pleno desenvolvimento da consciência ecológica no cuidado com o rio, procurando conciliar a produtividade com a conservação do meio ambiente”, destaca o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto. “Entre nossas metas, vamos promover a integração das políticas de apoio à produção dos assentamentos como forma de estimular o desenvolvimento sustentável territorial, auxiliando nas formas de cooperação e organização da produção dos assentados”, acrescenta Peixoto, citando a importante participação do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário que irão disponibilizar mão de obra para prestar Assistência Técnica no Projeto.

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