Baianos vencem com diferença de menos de 50 votos

Correio da Bahia | 04/10/2016
Baianos vencem com diferença de menos de 50 votos

 Derrota milimétrica

Em 12 cidades baianas, a eleição para prefeito foi resolvida com menos de 50 votos. A margem mais apertada ocorreu em Cabaceiras do Paraguaçu, onde Abel Silva (PTB) venceu Paulo André (PRP) por apenas oito de diferença. Em Matina, Juscelio Fonseca (PP) derrotou Olga Matina (PCdoB) com dez de frente. Terceiro município da lista de disputas decididas nas últimas urnas, São Domingo será governada por Izaque Júnior (PMDB), que precisou de 17 eleitores de vantagem para ganhar a corrida contra Ilario Carneiro (PP). Os outros nove são: Cafarnaum (25), Feira da Mata (31), Cocos (31), Itaquara (37), Botuporã (41), Brejolândia (45), Malhada (45), Itaeté (45) e Santa Luzia (46). Em todos eles, os vencidos ainda buscam explicações para entender a curta distância entre o sucesso e o fracasso. Amigos que precisaram viajar no fim de semana, amizades rompidas durante a campanha, apoios perdidos para o concorrente na reta de chegada, boca de urna, traições inesperadas ou compra de votos estão entre as mais frequentes.
 
Bolo doido
A vitória de cinco deputados estaduais no domingo vai criar uma confusão sem tamanho na   Assembleia. No início do próximo ano, os suplentes irão ocupar as vagas abertas com a saída de Bruno Reis (PMDB), futuro vice-prefeito de Salvador,  Jânio Natal (PTN), Robério Oliveira (PSD), Rogério Andrade (PSD) e Vando (PSC), eleitos para governar, respectivamente, Belmonte, Eunápolis, Santo Antônio de Jesus e Monte Santo. No entanto, quem herdará os mandatos ainda é incógnita. Pela coligação do PSD, Mirela Silva e Temoteo Brito são os primeiros na linha sucessória. Acontece que Mirela se elegeu vice em Lauro Freitas; Temoteo, prefeito de Teixeira de Freitas.  Na sequência, estão Angelo Almeida - que foi candidato do PT e se filou ao PSB -, Jacó e Jonas Paulo, ambos petistas. 
 
Mais embolado ainda
A indefinição também se estende às vagas de Bruno Reis e Vando, eleitos em 2014 pela mesma coligação. No caso de ambos, o suplente direto é Herzem Gusmão (PMDB), que disputa o segundo turno em Vitória da Conquista contra o deputado estadual José Raimundo (PT). Logo abaixo, vem Antonio Elinaldo (DEM), eleito para a prefeitura de Camaçari. Também estão na cadeia sucessória Heber Santana (PSC), vereador reeleito de Salvador. Vencedor da disputa pelo comando de Paulo Afonso, Luiz de Deus, que migrou do DEM para o PSD, também está na fila da suplência. Com a saída de Jânio Natal (PTN), eleito deputado pelo PRP, o herdeiro é Uziel Bueno, que foi candidato pelo PV, mas hoje é do mesmo partido de Jânio. Certo mesmo é futuro de Davidson Magalhães (PCdoB), que deve retornar à Câmara dos Deputados com o triunfo de Moema Gramacho em Lauro de Freitas.
 
Sinuca de bico
O resultado da eleição na Bahia fragilizou os planos do governador Rui Costa (PT) para 2018. Com a queda no número de prefeitos petistas e o avanço da oposição no mapa do poder, Rui dependerá bastante da fidelidade de dois grandes partidos que compõem sua base aliada: PSD e PP, que conquistaram o maior número de cidades no estado. Agora, terá que rezar para que os caciques de ambas as siglas não tenham projetos próprios.
 
Nariz torcido
O candidato democrata a prefeito de Lauro de Freitas, Chico Franco, virou persona non grata no clube dos adversários do PT na cidade. Para líderes do PP, DEM, PMDB e PSDB, Franco é o responsável pela derrota do tucano Mateus Reis para a Moema Gramacho. Acham que, se ele tivesse desistido da disputa e anunciado apoio a Reis, a petista teria sido ultrapassada nas urnas. Porém, Franco bateu pé firme e recusou o assédio.
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